Pensei sem querer… e fiquei viciado.

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Cãoração

by beatnthink

28 de maio de 2018, Indaiatuba
Amy Winedog morreu jovem, por causas desconhecidas.
Ela era uma rock star, afinal. Era também um dos amores da minha vida.

 

Amy de amô

de catiora

de coração na cabeça

de saudade que já sinto

de você que era cão

e também era parte de mim.

 

#R.I.P #luto #AmyWinedog #RockStar

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HD Interno

by beatnthink

Até os arquivos antigos

foram corrompidos

mudaram de cor

sumiram

e voaram livres

(como o des-nós),

Colibri.

Tei-Gi

by beatnthink

O seu Yin
No meu Yang
Num 69 Tântrico

Quase-março.

by beatnthink

ao Amor

Parece que chegamos novamente naquele limbo…
Eu e você, em outros corpos. outros mapas astrais. outras ideias, planos, maturidade. dessa vez na medida certa, mas impossibilitado de voar.

Nunca estou absolutamente preparada pra isso. me pego pensando em todos os pensamentos de pensamentos que já tive e em outros que ainda não pensei. e é uma tarefa insana. como tentar rodopiar na corda bamba quando não se tem nem equilíbrio para andar de moto.

Mas a vontade é de sorrir. porque mais uma vez, em forma de vida, é possível sentir e transmutar as palavras. é possível desconstruir e construir novos caminhos. a evolução dos que ficam percebendo que também são aqueles que vão. É possível entender que você permanece, ainda que em outros corpos, em outros mapas astrais.

Não pode mais ser assim, Amor. ainda que seja pra sempre amor. ainda que chegue no fim no mundo, e no desfalecer dos sonhos, dos homens, você prossiga – e ouso dizer que talvez seja a única coisa que sobreviva. como energia. eternamente. me dói tanto entender que você existe sem asa! num tempo que não é seu, nem meu, nem nosso.

Te encontro no limbo de novo pra mais um café, vai. e você sabe que eu não faço questão de café. também sou sua eternamente, assim como você é meu.

Só pra tentar jogar para o mundo e tirar de mim.

by beatnthink

   São Paulo, 9 e 10 de setembro de 2017. 

A fumaça do bambu pra lâmpada, amarelada. “É possível ver as torres coloridas da Paulista daqui.” Diversas fotografias com a máquina da mente.

As árvores pintadas no concreto, seu corpo inclinado no muro, a vaga lembrança de alguma coisa que tinha existido ali. Dos fantasmas e memórias andando pela casa, os outros pareciam mais vivos do que nós.

O furo no sofá vai ser sempre uma constante. As músicas tocando vão ser sempre uma constante.

Eu procurava te alcançar, te mostrar, te tocar, te dizer. Gritar. Mas não tinha problema nenhum no silêncio. Ele tinha chegado para ‘acalentar tal qual café’, ‘maravilhar tal qual a vida’, e não dizer nada.

Mas de repente toca um Johnny Cash triste e eu lembro “É a última vez que eu estou aqui.” E faço mais fotos mentais e vejo mais detalhes, e fico emocionada e mais cheia de silêncio.

Impossível te esperar ou te alcançar dessa varanda. Você já foi. Você já ficou.

*

Ver você escorregando pelos meus dedos mais uma vez, como sempre, pela última vez.

 

Ao Nilo.

by beatnthink

A gente segue, e prossegue.

E não existem entrelinhas o bastante para nos separar da dor que ficou.

Ficou.

Mas não foi só isso.

Ficaram todos os momentos bonitos: de descoberta, de crescimento, de querer. Ficaram dias inteiros ao som de qualquer som, que fosse voz, instrumento, risada. Ficaram risos que são risos até hoje, e até o fim da minha vida, amém. E ficaram sentimentos bonitos, apesar de tão feios os sentidos que foram dados a eles – coitados, os sentimentos nem imaginam, ali no mundo deles, onde são distribuídos, que vão ser bagunçados com tantos outros.

A gente segue, prossegue. Sempre um pouquinho diferente, mas não muito, do que era. Sempre querendo um pouquinho mais do que já quis.

E se não for esse o movimento? Qual será que ele é?

Tentando o “sem julgamentos”, desculpando a culpa. A gente segue. Prossegue.

 

E nada no mundo pode mudar isso.

Sem Título

by beatnthink

Digito e apago. Como se nunca tivesse feito isso antes. Não seria como andar de bicicleta, então? Para onde vai o estilo depois de tantos anos?

Desenrolo os nós dos dedos. O apego pelo clichê continua intacto. Estralo-os como alguém que não está acostumado a estralar partes do seu corpo. Digito e apago novamente.  Será que ainda é possível?

O coração chega a vacilar entre taquicardia e um dorzinha ali no fundo. Da dor que não conseguiu sair pro papel, existe ainda o resquício de tantas. Sombras. Sobras.

Olho pras sobras do macarrão ao meu lado. Sobras. Sobras. Era isso que eu chamava de estilo?

 

Sair de mim pra me encontrar. Era isso que eu chamava de estilo.

 

 

das confissões que fazemos para o travesseiro

by beatnthink

Das oportunidades que perdi, de trampo, de viagens incríveis, de coisa pra caralho – acho que perder a oportunidade de estar com você é a que mais me deixa enlouquecida. Luto. Luto contra o destino, contra o universo – e contra a própria vida – tentando manter a porta aberta. Mas nem o destino, muito menos o universo concordam com isso. E a vida segue, porque é assim que ela funciona.
Não há volta. Como tantas outras oportunidades, você também soube passar.
Mas eu ainda não sei. 

tico-teco de boteco

by beatnthink

Hmmmm. Vamo vê…

Vou querer aquele porção de batata doce, a de sempre…. E tu já pediu pra comprarem aquela cachacinha de jambu?

Eita, rapaz! Tu tá falando sério? Te falei dela semana passada, retrasada, entre tantas…

Não chegou ainda? Oloco, que coisa triste.

Bom… Então me vê aí uma prosa tão leve quanto o beijo dele.

Sobre como alguns namoros nunca acabam.

by beatnthink

o amor nunca foi um problema

tendo em vista que era de um tanto

que até fiz esse poema

 

saudade que vem e bate

feito pênalti, feito vontade

acabando com as rimas

ficando o carinho

por aquela linda mulher

porto alegre