Pensei sem querer… e fiquei viciado.

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Hey.

by beatnthink

Ao som de Hey –  The Pixies 

Fui dormir com seu perfume no meu perfume. Seu cheiro, no entanto, me lembrando também do gosto e de.

Quero cada pedacinho seu, não nego, não tenho medo. Até poema de amô tô aqui fazendo.

 

Ai ai.

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Só pra tentar jogar para o mundo e tirar de mim.

by beatnthink

   São Paulo, 9 e 10 de setembro de 2017. 

A fumaça do bambu pra lâmpada, amarelada. “É possível ver as torres coloridas da Paulista daqui.” Diversas fotografias com a máquina da mente.

As árvores pintadas no concreto, seu corpo inclinado no muro, a vaga lembrança de alguma coisa que tinha existido ali. Dos fantasmas e memórias andando pela casa, os outros pareciam mais vivos do que nós.

O furo no sofá vai ser sempre uma constante. As músicas tocando vão ser sempre uma constante.

Eu procurava te alcançar, te mostrar, te tocar, te dizer. Gritar. Mas não tinha problema nenhum no silêncio. Ele tinha chegado para ‘acalentar tal qual café’, ‘maravilhar tal qual a vida’, e não dizer nada.

Mas de repente toca um Johnny Cash triste e eu lembro “É a última vez que eu estou aqui.” E faço mais fotos mentais e vejo mais detalhes, e fico emocionada e mais cheia de silêncio.

Impossível te esperar ou te alcançar dessa varanda. Você já foi. Você já ficou.

*

Ver você escorregando pelos meus dedos mais uma vez, como sempre, pela última vez.

 

Ao Nilo.

by beatnthink

A gente segue, e prossegue.

E não existem entrelinhas o bastante para nos separar da dor que ficou.

Ficou.

Mas não foi só isso.

Ficaram todos os momentos bonitos: de descoberta, de crescimento, de querer. Ficaram dias inteiros ao som de qualquer som, que fosse voz, instrumento, risada. Ficaram risos que são risos até hoje, e até o fim da minha vida, amém. E ficaram sentimentos bonitos, apesar de tão feios os sentidos que foram dados a eles – coitados, os sentimentos nem imaginam, ali no mundo deles, onde são distribuídos, que vão ser bagunçados com tantos outros.

A gente segue, prossegue. Sempre um pouquinho diferente, mas não muito, do que era. Sempre querendo um pouquinho mais do que já quis.

E se não for esse o movimento? Qual será que ele é?

Tentando o “sem julgamentos”, desculpando a culpa. A gente segue. Prossegue.

 

E nada no mundo pode mudar isso.

Sem Título

by beatnthink

Digito e apago. Como se nunca tivesse feito isso antes. Não seria como andar de bicicleta, então? Para onde vai o estilo depois de tantos anos?

Desenrolo os nós dos dedos. O apego pelo clichê continua intacto. Estralo-os como alguém que não está acostumado a estralar partes do seu corpo. Digito e apago novamente.  Será que ainda é possível?

O coração chega a vacilar entre taquicardia e um dorzinha ali no fundo. Da dor que não conseguiu sair pro papel, existe ainda o resquício de tantas. Sombras. Sobras.

Olho pras sobras do macarrão ao meu lado. Sobras. Sobras. Era isso que eu chamava de estilo?

 

Sair de mim pra me encontrar. Era isso que eu chamava de estilo.

 

 

das confissões que fazemos para o travesseiro

by beatnthink

Das oportunidades que perdi, de trampo, de viagens incríveis, de coisa pra caralho – acho que perder a oportunidade de estar com você é a que mais me deixa enlouquecida. Luto. Luto contra o destino, contra o universo – e contra a própria vida – tentando manter a porta aberta. Mas nem o destino, muito menos o universo concordam com isso. E a vida segue, porque é assim que ela funciona.
Não há volta. Como tantas outras oportunidades, você também soube passar.
Mas eu ainda não sei. 

tico-teco de boteco

by beatnthink

Hmmmm. Vamo vê…

Vou querer aquele porção de batata doce, a de sempre…. E tu já pediu pra comprarem aquela cachacinha de jambu?

Eita, rapaz! Tu tá falando sério? Te falei dela semana passada, retrasada, entre tantas…

Não chegou ainda? Oloco, que coisa triste.

Bom… Então me vê aí uma prosa tão leve quanto o beijo dele.

Sobre como alguns namoros nunca acabam.

by beatnthink

o amor nunca foi um problema

tendo em vista que era de um tanto

que até fiz esse poema

 

saudade que vem e bate

feito pênalti, feito vontade

acabando com as rimas

ficando o carinho

por aquela linda mulher

porto alegre

Fim de Namoro.

by beatnthink

Tão charmosa e distante, de uma boemía pálida cheirando a cerveja artesanal, orgulho e julgamentos, nas suas linhas retas e curvas sutis, aspirei Buenos Aires.

Te olhei de soslaio no inverno, te revi numa primavera sentada no bar tomando Polar e falando da vida, mas foi o sol forte do verão que me disse “vai, que ela te espera há tempo demais”.

E eu que sou de ir, fui.

Me vi encantada, enamorada e completa. Deitei nos seus braços de mil promessas, falas bonita de sonhos, e beijei sua boca manchada de vinho – a fumaça do seu cigarro que até hoje não sei de que era, formava sensibilidade e delicadeza no ar -, sua língua passando pelo corpo e esquentando a minha alma, e suas mãos frias de inverno e quentes de verão me tocando enquanto arte escorria de nós. Cheias de Tesão.

Um namoro como muitos… De começos onde as risadas são mais risadas, e os beijos são tantos que parecem poucos, e onde se aceita até aquilo que desconhece e abre-se para novos limites – porque dizem as más línguas, a paixão faz isso. E todas as sensações sendo minadas quando suas ruas cheias de vida e suas falas gentis foram ficando cada vez mais intocáveis e distantes. Eu tentava te ouvir, mas só escutava barulho de trânsito palavrão 5 tiros no breu.

Ainda assim, por insistência de apaixonada, eu queria desbravar seus centros, seus seios e escorregar pelas suas pernas, seus becos mais escuros, seus bares e botecos. Pedia simplicidade quando te via complexa, pedia calma quando te via violenta. Em troca você pediu meu tempo, meus dias, minhas horas. Pediu simplicidade quando me via violenta, pediu calma quando me via complexa.

Não demorou muito para que deixássemos de nos ver todos os dias, e no quarto de noite, olhando pela janela eu escrevesse:

“Porto Alegre rima
rima com solidão

Suas pessoas frias
com roupas coloridas
e armas na mão.”

O namoro acabou no inverno. Dois anos depois que me apaixonei por você. Acabou cheio de experiências incríveis, terríveis, mágoas e saudades. Você terminou comigo pois sabia que eu não aguentava mais. E eu terminei contigo na esperança de te achar linda de novo, em outro momento, em outra primavera

Porque depois de acabado o namoro, passado o tempo que for, espero sempre a oportunidade de ter uma recaída por seus muros desenhados, parques de domingos, músicos de rua e dias ensolarados.

E espero que possamos ser amigas, sem mágoas. Do tipo que se escrevem cartas e se visitam  vezenquando dizendo “comadre, tô cheia de trânsito insano e saudade de ti. Ah, guria! Vem pra cá! Eu prometo que não precisa tomar nem chimarrão, nem Polar… eu coloco a Heineken pra gelar, a pipa de cachaça tá no mesmo lugar, e tem aquele churrasco pra ti.”

Que assim seja.

 

 

Coceirinha de fazer uma prosa bonita um textão uma coisa que mexa com a alma com a vontade com a beleza de ser quem se está caso esteja.

by beatnthink

Ponto final.

sexta-feira

by beatnthink

É o bicho.